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domingo, 7 de agosto de 2011

OMT lança concurso em comemoração ao Dia Mundial do Turismo.

Dia 27  de setembro é o Dia Mundial do Turismo e nada mais justo do que comemorar a data viajando em grande estilo.  Que tal sete dias no Egito com tudo pago? Para concorrer a esse prêmio faraônico, basta participar do Concurso Anual de Fotografia realizado pela Organização Mundial do Turismo (OMT).A iniciativa, que tem apoio do Instituto Marca Brasil na divulgação, traz esse ano também uma novidade para você que navega na web: a 1ªedição do Concurso Dia Mundial do Turismo no Twitter. Os vencedores vão ter seus 140 caracteres de fama, alcançando divulgação internacional no site oficial do Dia Mundial do Turismo.


A iniciativa é aberta para participantes de todo o mundo. A entidade justifica que o evento é uma forma de como o turismo pode juntar as culturas do mundo através do diálogo, engajamento e compreensão.

"Estamos à procura de fotos que captam como o turismo reúne pessoas de diferentes culturas e modos de vida em todo o mundo.Gostaríamos de ver fotos que refletem o papel do turismo no fortalecimento de vínculos, promoção da paz e conservação e valorização da diversidade cultural", diz a OMT.

O prazo para participação é 31 de agosto de 2011. Os vencedores serão anunciados e notificados no início de Setembro 2011

Para mais informações entre em Contato:
Tel: (+34) 91 567 81 60 ( Marcelo Risi)
Programa de Comunicação da OMT
Tel: +34 91-567-8100
Fax: +34 91-567-8218

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Turismo reivindica benefícios do programa Brasil Melhor

O setor hoteleiro está reivindicando o mesmo tratamento dispensado às indústrias têxtil, de móveis e de tecnologia da informação no pacote em defesa da indústria nacional anunciado na terça-feira (2). O argumento é que os hotéis, ao recepcionar turistas estrangeiros, garantem divisas ao Brasil, tanto quanto aqueles setores.

Em reunião de trabalho com o presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), senador Benedito de Lira (PP-AL), nesta quinta-feira (4), representantes argumentaram que o setor tem atividades intensivas em mão de obra e geradoras de divisas que também estão sendo muito prejudicadas pela valorização cambial. 

Setor de turismo quer concessão de visto de estrangeiro pela internet
Documento entregue ao senador inclui pedido para a desoneração da folha das empresas de hospedagem e alimentação das contribuições sociais e ainda a redução das alíquotas de ICMS sobre o consumo de energia, água e gás.  

- O turismo receptivo [quando o Brasil recebe estrangeiros] deve ser encarado como atividade exportadora. Nada mais lógico, portanto, do que se aplicar ao setor a mesma leitura que orientou o Plano Brasil Maior – argumentou o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, depois do encontro. 

O objetivo da reunião foi levantar as demandas dos segmentos que formam o serviço turístico, inclusive em questões relacionadas à preparação para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Benedito de Lira sugeriu que os pleitos sejam consolidados em documento, a partir do qual a CDR irá traçar ações de apoio. O relatório conjunto deverá ser entregue à CDR ainda na próxima semana. 

- Esse encontro deve ter resultados. Meu desejo é que a comissão possa contribuir para destravar o que está emperrado, especialmente no que se relacione ao processo legislativo – disse o senador. 

Alexandre Sampaio, que também integra a Câmara de Turismo da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), informou que as demandas em relação ao programa Brasil Maior haviam sido levadas no dia anterior ao ministro do Turismo, Pedro Novais. 

Gorette Brandão / Agência Senado

Fonte: http://correiodobrasil.com.br

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Luiz Trigo: O que leva à "perda total"

Uma sequência de erros humanos mais ou menos primários, falhas de engenharia que passaram despercebidas por muito tempo, sistemas de controle ineficientes operados por profissionais mal preparados. Essa é a conjunção de fatores que provocou centenas de mortes e milhões de dólares em prejuízos nos últimos acidentes aéreos brasileiros. Todos os grandes desastres humanos (acidentes, falências, crises políticas ou econômicas) são resultado de um processo nefasto de erros, irresponsabilidades, omissões e, algumas vezes, o azar. Mas o azar - ou a fatalidade - é um fator absolutamente minoritário nesses fatos. O que potencializa e possibilita as grandes ou pequenas tragédias é o despreparo ou o relaxo perante medidas de planejamento que poderiam evitar ou atenuar os efeitos das catástrofes. Por exemplo, todos os anos no verão brasileiro chuvas torrenciais provocam desabamento de morros e encostas, mas as autoridades e a sociedade civil muitas vezes continuam a se omitir e a manter edificações em lugares de risco. Não é preciso ser profeta para adiantar que em janeiro de 2012 novos deslizamentos matarão pessoas e deixarão feridos e desabrigados em algum lugar do Brasil. Os ingredientes do desastre estão prontos, pendurados nos morros, simplesmente à espera das condições climáticas que detonem o cataclisma. Nesses casos não é acidente e nem fatalidade, é omissão e ignorância.


O carioca Ivan Sant'Anna especializou-se em analisar os desastres aéreos, coletando dados e informações em relatórios oficiais, na mídia, em entrevistas, livros, relatos e ensaios. Com todo esse material ele descreve o drama dos acidentes aéreos com toques literários de suspense, mesclando aspectos técnicos e humanos, dissecando procedimentos e relacionamentos, formando um thriller que todos sabemos acabar mal, muito mal.

Seu primeiro livro foi Caixa Preta, lançado em 2000, onde ele conta os acidentes da Varig em Orly, França (1973), o voo sequestrado da Vasp (1988) e a queda do avião da Varig, voo 254, na floresta amazônica por imperícia total do piloto (1989). A descrição que ele faz do medo (pág. 251) é um dos trechos literários existencialistas mais contundentes: "O medo parece uma besta à espreita, um gatilho clicando, uma luz se apagando, um rastilho correndo, um ferrão se fechando, um açoite estalando, uma mina desmoronando, calcanhares de botas batendo. O medo é um avião perdido na noite, os tanques vazios, as turbinas paradas, caindo".

Seu segundo livro foi Plano de Ataque (2006), onde ele relata as trajetórias e o plano articulado dos quatro aviões sequestrados por terroristas islâmicos em 11 de setembro de 2001. Seu último livro chama-se Perda Total (Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2011) e analisa os acidentes do Fokker 100 da Tam em Congonhas (1996), a colisão entre o Boeing 737 da GOL e o Legacy (2006) nos céus da Amazônia e a explosão do Airbus 320 da TAM, também em Congonhas (2007), esse dois últimos acidentes no cerne da crise aérea brasileira que ainda não foi totalmente sanada. O livro não analisa apenas os três acidentes, mas faz um relato histórico de acidentes semelhantes, no Brasil e no mundo.

O setor aéreo brasileiro possui uma longa história, alguns mitos e pouca memória, portanto esses trabalhos de pesquisa são fundamentais para criar consciência de nossas qualidade e mazelas. Perda Total mostra também uma radiografia dos fatores de crise que assolam - e assombram - o país. No período de redemocratização do Brasil, após a ditadura militar (1964-1985), falou-se muito no entulho autoritário, nos resquícios políticos e burocráticos que o regime nos legou, mas poucos tiveram coragem de falar que parte desse entulho ruim estava justamente no setor aeronáutico militar que durante anos (até 2011) controlou - e mal -a aviação civil brasileira. Parte desse entulho militar beneficiou a antiga Varig em detrimento da Panair do Brasil, que era uma empresa eficiente e bem estruturada e foi criminosamente obrigada à falência pelos militares, em 1965. Foi uma atitude de estado autoritário que beneficiou diretamente a Varig e depois todos sabem o que aconteceu, a empresa caiu vítima de seus próprios desmandos e enganos administrativos. Está história está contada no livro Pouso Forçado (Rio de Janeiro: Ed. Record, 2005), de Daniel Leb Sasaki. O autor graduou-se em jornalismo na PUC-Campinas e seu livro recebeu o segundo lugar no Prêmio Expocom
de Jornalismo.

Esses livros são fundamentais para se entender um pouco da história que levou ao caos aéreo no Brasil. A situação foi criada e amplificada por erros e omissões, atitudes dúbias e anti-republicanas, arbítrios e outras mazelas, desde 1964, quando os militares tomaram o poder no Brasil. Felizmente o atual governo tem feito esforços para colocar a aviação comercial brasileira no seu devido lugar que é nas mãos dos civis e privatizando os principais aeroportos. Ainda há muito a ser feito e uma ação de cidadania e educação fundamental para mudar essas situações é conhecer a história recente da aviação brasileira, obra que esses autores estão justamente elaborando. Quem não conhece sua história está condenado à ignorância, à falta de consciência crítica e a repetir os erros cometidos e as omissões perpetradas. Vamos, portanto, à leitura e à crítica.

*Luiz Gonzaga Gogoi Trigo é turismólogo, escritor, pesquisador e professor Titular da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.


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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Artigo analisando a situação atual do turismo no País escrito por Julio Serson.

O presidente do Grupo Serson e vice-presidente de Relações Institucionais do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), Julio Serson (foto).


Turismo sucateado


O turismo mundial cresce, a cada ano, na esteira da competitividade do setor, da ampliação dos nichos turísticos de cada país e, sobretudo, da melhoria dos sistemas de emissão e recepção de turistas. Se essa tem sido a tendência internacional, o Brasil mostra que sua locomotiva turística ainda é a velha maria-fumaça, movida a lenha.


Basta ver os números. O País representa cerca de 4% a 5% do PIB global, mas fica com apenas 0,7% das receitas geradas pelo setor turístico em todo o mundo. O movimento de turistas estrangeiros no Brasil permanece praticamente estagnado há uma década, diante de um crescimento mundial acumulado na faixa de 40%. Recebemos cerca de 5 milhões de turistas estrangeiros ao ano, pouco mais de 0,5% do total do planeta. Se compararmos com os líderes, a diferença é absurda: França, 76 milhões; EUA, 59,7 milhões; China, 55,7 milhões; Espanha, 52,7 milhões; e Itália, 43,6 milhões de visitantes.


Esse desempenho preocupa bastante, porque está muito abaixo do que se pode esperar de um país com tantas condições favoráveis: natureza exuberante, cultura rica, diversidade étnica, culinária espetacular, povo acolhedor. Deveríamos apresentar resultados mais expressivos, empregar mais e investir mais. Em 2010, esse mercado movimentou quase US$ 1 trilhão no mundo. O Brasil recolheu míseros US$ 6 bilhões. Pior ainda: os brasileiros que viajaram para o exterior gastaram US$ 16 bilhões. Registramos um déficit de US$ 10 bilhões, que significa algo como 16 mil empregos que perdemos aqui e "exportamos" para outros países.


Segundo o Fórum Econômico Mundial, este ano o Brasil caiu da 45.ª para a 52.ª posição no ranking de competitividade em turismo (e ocupa só o 7.º lugar nas Américas). É interessante notar que nosso país lidera a pontuação no que se refere a recursos naturais, é o 23.º em recursos culturais e o 29.º em sustentabilidade ambiental. Nosso atraso mostra que ainda nos encontramos na fase da infância neste setor da economia.


O câmbio supervalorizado estimula as viagens de brasileiros para o exterior, mais baratas, e atrapalha a vinda de estrangeiros. O real é, hoje, uma das moedas mais valorizadas do planeta, por causa das estratosféricas taxas de juros, que atraem o capital externo em busca de lucros fáceis. Se tivéssemos abundância de capitais aos juros que americanos e europeus têm, daríamos de 10 a 0 nas empresas deles.


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se enreda numa burocracia exagerada que termina por tornar praticamente inviável qualquer tentativa de obtenção de crédito. Basta lembrar que hoje há 1.280 hotéis em construção no Brasil, sem a participação de recursos públicos. Outra questão dramática é a carga tributária. Hotelaria e turismo detêm a incrível marca de mais de 40 itens de tributos.


Falta-nos uma infraestrutura moderna. Não têm sido feitos os investimentos necessários em estradas, ferrovias, portos, aeroportos, energia, transporte urbano e saneamento. Aliás, não fossem os gargalos nos transportes, especialmente aeroportos, o País poderia dobrar o número de turistas estrangeiros.


Enfrentamos a carência de mão de obra qualificada. É preciso formar trabalhadores para o setor turístico e hoteleiro, capazes de receber melhor, atender melhor, conhecer outras línguas e proporcionar ao turista estrangeiro a satisfação que ele espera quando escolhe seu destino.


Nas últimas duas décadas o Brasil deu importantes passos, a partir da estabilização econômica, da liberalização do mercado e da desestatização de áreas que encontraram melhor desempenho sob gestão privada (como telecomunicações, rodovias e, agora, aeroportos, que começam a entrar no regime de concessão). Mas ainda há muito por realizar. A sociedade civil, por sua vez, tem de se organizar e valorizar o setor turístico como fonte de riqueza e desenvolvimento.

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