Calendário de eventos Pró IBT/SC

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A empregabilidade, o turismo e as redes sociais

Por: Bayard Do Coutto Boiteux e Mauricio Werner
Numa sociedade extremamente competitiva e globalizada, a empregabilidade vem assumindo características interessantes e que devem ser observadas, para que futuramente não tenhamos problemas com os mercados de turismo e hotelaria. É sempre bom ressaltar que nossa atividade é bastante formal e administrada por famílias, sendo o networking ferramental vital para nossa sobrevivência.

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domingo, 21 de agosto de 2011

Pesquisa traça perfil do turista da Copa

Baseado em entrevistas realizadas pelo Mtur e pela FGV com os turistas da Copa do Mundo de 2010, ocorrida na África do Sul, foi elaborado um documento que traz dados importantes para direcionar a atuação turística do Brasil. Uma das informações relevantes é a de que o turista da Copa visitou em média 3,8 cidades além do local em que foi assistir aos jogos, um número positivo que inspirou o eixo principal da promoção turística brasileira no mercado internacional: o estímulo para que os visitantes estrangeiros do evento conheçam outros destinos. “Queremos que o turista venha antes, viaje pelo Brasil e permaneça após a realização dos jogos”, declarou o presidente da Embratur, Flávio Dino, durante a 20ª Reunião Extraordinária do Fornatur.


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CGU: 100% dos convênios do Turismo analisados são irregulares

Relatório da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que 100% dos convênios do Ministério do Turismo analisados contrariavam normas da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O órgão examinou 1.644 convênios, cuja vigência se encerrou até 31 de outubro de 2009, e constatou que todos estavam há mais de 60 dias sem a devida análise das prestações de contas apresentadas pelos conveniados. As informações são do jornal O Globo.
 

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Turismólogos do IBT visitam Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina

Na tarde do dia 11 de agosto os turismólogos Daiko Lima e Silva e Diego Venturin Aguiar, membros filiados ao Instituto Brasileiro de Turismólogos – IBT e integrantes do grupo de trabalho pró-implantação da seccional do IBT em Santa Catarina, estiveram em visita a Assembléia Legislativa do Estado, onde protocolaram a entrega de cartas com apresentação do profissional turismólogo e do IBT a todos os 40 Deputados Estaduais.

Turismólogos Daiko e Diego em visita a ALESC

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Novo espaço do IBT em fase final de construção

Prezados Filiados,

O Instituto Brasileiro de Turismólogos conseguiu o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, conquistamos a concessão de um espaço com 200 metros quadrados de área por um ano.

No espaço que já se encontra em fase final de construção contará com um centro de capacitação (sala de aula, laboratório de informática) e uma sala para controle das atividades do Instituto, a previsão de inauguração é na próxima semana.

Com a escassez de recursos financeiros a construção esta sendo viabilizada com doações de material: Caixa, Banco do Brasil, Universidade Estácio de Sá, entre outras.

Na próxima segunda teremos nossas atividades normalizadas (atendimento, acompanhamento dos processos da CBO, emissão das carteiras, etc).

Pedimos desculpas e sua compreensão, mas esperamos surpreender na próxima semana com a divulgação das imagens do espaço.

Atenciosamente
Marcio Bensuaschi

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Entenda o esquema investigado no Ministério do Turismo

A Operação Voucher, deflagrada no último dia 9 pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema de desvios relacionados a convênio firmado entre a ONG Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) e o Ministério do Turismo para capacitação profissional no Amapá.

Ao todo, 36 pessoas foram presas na operação em Brasília, São Paulo e no Amapá, incluindo o atual secretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa, que está na pasta desde 2003.

As investigações, que começaram em abril deste ano, apontam que os R$ 4 milhões do Ministério do Turismo que deveriam treinar pessoas no Amapá foram desviados por meio de todo o tipo de fraude, incluindo ONG de fachada, notas fiscais falsas e a conivência de funcionários públicos.

Os problemas começam desde a escolha da instituição, feita pela deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) por meio de emenda parlamentar. A entidade, apesar de criada em 2006, não funcionou até junho de 2009, quando uma reunião de conselheiros mudou o nome e a finalidade da entidade para trabalhar com turismo.

Sérgio Lima -9.ago.2011/Folhapress
Presos na Operação Voucher, da Polícia Federal,
chegam ao aeroporto de Brasília

Mesmo sem experiência no setor, a PF afirma que o Ibrasi apresentou atestados falsos de que trabalhou para instituições públicas e, assim, conseguiu o aval do ministério para receber os recursos da emenda.

Segundo a polícia, o plano de trabalho para gastar o dinheiro contém situações que seriam absurdas, como a previsão de treinar 6.900 pessoas no Amapá. Destas, 5.000 por vídeo conferência.

As informações, classificadas como "manifestamente falsas" pela Justiça, foram acatadas por funcionários públicos para aceitar os convênios e liberar os pagamentos, alguns antes da comprovação do serviço.

NOTAS FALSAS

Muitas das notas fiscais apresentadas pela ONG eram falsas, segundo uma perícia feita pela PF. A polícia chegou a conclusão que notas de empresas diferentes, situadas em Estados diferentes, eram preenchidas pela mesma pessoa. Nas gravações telefônicas feitas com autorização judicial, os funcionários do Ibrasi diziam quais valores seus clientes deveriam incluir na nota.

A fraude acontecia porque os clientes eram os próprios donos da ONG. O diretor financeiro da instituição, Sandro Saad, teve uma de suas empresas, a Manhattan, contratada por R$ 1,2 milhão pelo Ibrasi com o dinheiro público.

Para ser contratada, a empresa participou de uma suposta concorrência contra a MPG, empresa que tem como sócio o mesmo Sandro Saad.

Segundo a PF, todas as supostas concorrências do Ibrasi foram forjadas, usando as chamadas "empresas de cobertura". Desta forma, a concorrência já estava direcionada e outras empresas entravam com preços maiores para dar cobertura à vitória da escolhida. Mas, neste caso, a combinação deu errado.

Uma das companhias usadas não foi avisada da cobertura e, quando a Polícia Federal foi investigar, em abril, o dono ligou para um dos operadores do esquema e falou: "Tá (sic) cinco policiais [na empresa dele], não mandei você usar porra (sic) nenhuma da minha empresa".

"AJUDA" DO NÚMERO 2

A cobertura para o esquema fraudulento também acontecia dentro do ministério, conforme aponta a PF. Em conversas telefônicas, uma funcionária do ministério diz que foi designada pelo secretário-executivo para ir até o escritório de um dos empresários para ajeitar a prestação de contas.

As investigações também mostram uma gravação que indica que o secretário-executivo da pasta sabia do esquema. Após uma reunião, relata a funcionária, a secretaria de Treinamento da pasta, Regina Cavalcante, saiu da sala dizendo que Costa "sabia de tudo, tudo que a gente fazia era por ordem dele".

Número dois na hierarquia do ministério, Costa está na pasta desde 2003. Em 2011, quando Pedro Novais (PMDB-MA) foi nomeado ministro, Costa foi alçado ao cargo de secretário-executivo, apadrinhado pelo líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN).

Desde abril, funcionários de empresas já sabiam que estavam sendo monitorados. Em um dos diálogo, um empresário diz que "estão fechando o cerco" e, segundo a PF, havia vários indícios de que estavam destruindo provas.

OUTRO LADO

Em nota divulgada no dia da operação, a deputada Fátima Pelaes afirmou que não é "responsável pela liberação, pagamento, execução e fiscalização do convênio entre o órgão público e a entidade, para implementação do objeto da referida emenda, cabendo estas ações aos órgãos responsáveis".

Advogados de Costa também afirmam que ele não participou de esquema ilícito.

O advogado do Ibrasi nega que a entidade tenha criado uma organização criminosa para desviar recursos da pasta. A Folha não conseguiu contatos com o advogado de Sandro Saad.

MARIA CLARA CABRAL
DIMMI AMORA

FELIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

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Coordenador de turismo da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Pascarella, detalha mapeamento de oportunidades geradas pela Copa.

A Copa do Mundo é um ambiente altamente competitivo e só as empresas mais preparadas para atender aos requisitos e às tendências desse mercado estão aptas a disputar as oportunidades geradas pela competição. Foi o que disse o coordenador de turismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Pascarella, ao detalhar o Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-sede, encomendado pelo Sebrae à fundação.

Segundo Pascarella, trata-se de um mercado exigente, e os empresários precisam ter em mente como a Copa pode ajudá-los e o que fazer para acessar as oportunidades que o evento oferece. Segundo ele, estar atento e preparado para atender a essas exigências é o desafio a ser enfrentado pelas micro e pequenas empresas.

"As empresas precisam se aproximar dos clientes e identificar tendências do mercado. Já os setores de turismo e produção associada ao turismo precisam entender o perfil do turista que virá ao Brasil assistir à competição mundial de futebol, o que ele faz, do que gosta, para onde vai", lembra.

Ele disse ainda que é preciso ter em mente que, além dos estrangeiros, o comércio vai atender também ao público brasileiro,m que demanda outro tipo de atenção. Para o setor de madeira e móveis e agronegócios, ele relaciona entre as necessidades a atenção para os processos sustentáveis. Já no têxtil e vestuário, ele lembrou as parcerias que podem ser feitas com patrocinadores da Copa.

Empresários

Dono de um guia colaborativo na internet, o empresário Luciano Farias afirmou que o levantamento e as informações repassadas são fundamentais. Luciano exemplifica as vantagens de se preparar para acessar as chances geradas pela competição. "Quando o turista chega, a sua primeira fonte de informação é a internet. Se estou preparado para essa demanda, meu negócio ajuda o turista e também se beneficia com o aumento de tráfego de internautas", diz.

"Esse seminário faz enxergar o importante momento que temos com a Copa e aprender a receber os turistas, pois são eles que nos pagam", disse Mamed Rebouças, dono de um hotel e restaurante de praia. Ele conta que de olho na Copa, inaugurou o restaurante em 2010, quando o Brasil venceu a disputa para sediar o evento. "Agora tem que capacitar todo mundo", diz explicando que gera 80 empregos fora os indiretos.

O presidente da Associação dos Empreendedores da Beira Mar (ABBMAR), Pedro Carlos da Fonseca, também destaca a importância da conscientização sobre o significado do evento. "A Copa não é só uma ação do governo, é de toda a sociedade, que precisa aproveitar suas oportunidades. O Sebrae está fazendo o link dessa compreensão, mostrando as oportunidades, o que tem que ser feito para aproveitá-las e os caminhos a percorrer para ter bons resultados", resume.

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Criação de Observatórios do Turismo no Brasil é discutida pelo MTur e pela OMT

Brasília , DF - O Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Organização Mundial do Turismo (OMT), estuda a possibilidade de implantar Observatórios de Turismo no Brasil. A secretária Nacional de Políticas de Turismo, Bel Mesquita, está na Espanha, onde se reúne com representantes da OMT para discutir o assunto.
  
“O objetivo da criação dos observatórios é aprimorar o recolhimento de dados sobre as atividades do turismo, como movimentação turística, pesquisas, entre outros”, disse Bel Mesquita. “A OMT, que já colaborou para a implantação de observatórios em outros países, é uma importante parceira nesse processo”, complementou.
  
Na Espanha, a secretária também se reuniu com representantes do Instituto para la Calidad Turística Española (ICTE). Durante a reunião, foram apresentadas as experiências e benefícios do Selo de Qualidade espanhol. No Brasil, o selo está em processo de regulamentação.

A criação de dois observatórios está sendo estudada: um em Foz do Iguaçu, em conjunto com demais países do Mercosul; e outro na Amazônia, por meio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Fonte: http://www.turismo.gov.br

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sábado, 13 de agosto de 2011

MPF conclui inquérito sobre desvio no Turismo

O Ministério Público Federal no Amapá encerrou, nesta sexta-feira (12/8), o inquérito que apura um esquema de corrupção no Ministério do Turismo. Segundo o procurador da República Celso Leal, os envolvidos serão denunciados nos próximos dias em primeira instância e a suspeita sobre a participação da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) será enviada ao Supremo Tribunal Federal. As informações são do Estadão.

O nome da deputada aparece em pelo menos quatro depoimentos em que ela é apontada como destinatária do dinheiro desviado. Como tem foro por prerrogativa, somente a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, pode investigá-la na área criminal.

De acordo com os relatos presentes no inquérito da Polícia, a deputada teria montado um conluio no Amapá para levar recursos públicos para ela própria e para a campanha à sua reeleição no ano passado. A deputada é autora das emendas parlamentares que favoreceram o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade pivô do esquema investigado pela PF.

A operação Voucher, desencadeada pela Polícia, na terça-feira (9/8), prendeu 36 pessoas, incluindo os quatro investigados que prestaram os depoimentos que comprometem a deputada. Desse total, ainda não foi informado quantas serão denunciadas à Justiça.

Um dos depoimentos é de Merian Guedes de Oliveira, que aparece como secretária da Conectur, uma cooperativa fantasma do Amapá que, segundo a investigação, foi subcontratada pelo Ibrasi por R$ 250 mil e teve convênio com o próprio Ministério do Turismo em 2009 no valor de R$ 2,5 milhões. Merian disse que foi avisada pelo patrão e dono da Conectur, Wladimir Furtado, que a deputada Fátima Pelaes ficaria com os recursos do Turismo destinado ao Amapá. Furtado foi preso na operação da PF na terça-feira. Já Wladimir Furtado se identificou como "turismólogo" e afirmou "nunca entregou nenhum dinheiro para Fátima Pelaes".

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tiago Mondo, turismólogo e Prof do IFSC- Garopaba fala do Curso Técnico em Hospedagem e Lazer

O turismólogo Tiago Mondo apresenta um panorama geral das estratégias de construção coletiva da proposta do 1o Curso Técnico a ser oferecido pelo IFSC- Campus Garopaba. Atendendo demanda da comunidade o Curso Técnico em Hospedagem e Lazer, será ofertado no 2o semestre de 2012 com carga horária de 800 horas.


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Encontro das Américas de Turismo Social irá debater o turismo pela ótica da pessoa com deficiência

Sob o tema Turismo e inclusão: por uma visão humanista e social do turismo nas Américas, o Encontro das Américas de Turismo Social tem como objetivo propor uma reflexão sobre a importância do turismo como instrumento de inclusão social, cultural e econômica no continente americano. Um turismo baseado na solidariedade, na valorização das diversidades e na democracia. Para tanto, o seminário inclui conferências que apresentarão o rico panorama do turismo social nas Américas, além de reflexões sobre a inclusão e a educação por meio do turismo.

Também serão relacionadas experiências em turismo inclusivo, oferecendo discussões sobre práticas não convencionais e que promovam a democratização de acesso ao turismo, pautadas na sustentabilidade cultural, ambiental e econômica dos locais visitados. As atividades pré e pós-seminário incluem visitas a destinos especialmente selecionados para aprofundar a reflexão sobre a importância da prática do turismo sustentável, responsável e acessível a todos, em São Paulo e em outros estados brasileiros.

O Encontro das Américas de Turismo Social é uma realização do SESC no Estado de São Paulo e da Secretaria para as Américas da Organização Internacional de Turismo Social – OITS Américas.


Mais informações sober inscrições, passeios e excursões, veja o folder Encontro das Américas de Turismo Social ou envie um email turismo@sescsp.org.br

SEMINÁRIO

25 e 26 de agosto de 2011 | SESC Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque | São Paulo/SP
25 de agosto

9h – credenciamento

10h – sessão de abertura

11h – conferência
Panorama do turismo social no mundo e uma visão aproximativa nas Américas
Representantes da Organização Internacional do Turismo apresentarão um panorama geral sobre o desenvolvimento do turismo social no mundo, promovendo também uma aproximação às práticas de turismo social nas Américas.

15h – mesa de debates
Políticas públicas de inclusão pelo turismo nas Américas
Contextualização do panorama das políticas de inclusão pelo turismo nas Américas, seguida por debate sobre como as políticas públicas de turismo podem abarcar políticas de inclusão a partir de experiências de países americanos.

17h30 – mesa de debates
Experiências de inclusão no turismo pela ótica de seus públicos prioritários
Apresentação conceitual sobre os públicos prioritários para a inclusão no turismo. Em seguida, relatos de experiências de projetos que buscam a inclusão de jovens e pessoas com deficiência por meio do turismo.
26 de agosto

10h – conferência
Inclusão e educação pelo turismo
Como o turismo, praticado como meio e objeto de educação, pode colaborar para a inclusão? A conferência busca discutir as possibilidades de espaços e momentos de aprendizagem, a partir da concepção de uma educação integral, em que as viagens se destacam quando desenvolvidas sob a perspectiva da fruição da experiência e da integração social e cultural.

11h – mesa de debates
Experiências de inclusão em hospedagem social
Contextualização sobre o papel das hospedagens sociais no turismo social e solidário, seguida por apresentação de experiências de equipamentos de hospedagem que geram desenvolvimento local, são operacionalizados dentro de princípios de ética e sustentabilidade e promovem acessibilidade a públicos prioritários.

15h – mesa de debates
Experiências de aproximação entre turismo e economia social solidária
Contextualização sobre as relação entre turismo e economia social solidária, seguida por relatos de experiências de turismo desenvolvidas sob os nortes da economia solidária, com vistas ao desenvolvimento pautado na geração de emprego e distribuição de renda.

17h – mesa de debates
Experiências de inclusão por meio do turismo social de base comunitária
Apresentação do contexto atual do turismo de base comunitária. Em seguida, relatos de experiências de desenvolvimento turístico baseado no protagonismo das comunidades, que se beneficiam da atividade e se envolvem em sua gestão.

Fonte: SESC

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Projeto do Turismo de interesse de Sarney levou R$ 3 milhões

MACAPÁ (AP) - Um projeto do Ministério do Turismo que, segundo a Polícia Federal, seria de interesse do senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu R$ 3 milhões do governo e nunca saiu do papel. No inquérito, o convênio é apelidado de "Amapá 2". A polícia trata o contrato, ainda em vigência, como "fraudes em andamento"."Em diversas interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, é possível perceber a preocupação dos investigados com este convênio que chamam de Amapá 2", diz relatório da PF obtido pelo Estado

Wilson Pedrosa/AE
Sede do Ibrasi em Macapá: ONG foi contemplada por dois convênios do Turismo

Trata-se, segundo o inquérito, do contrato firmado pelo Ministério do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade de fachada que é pivô do esquema investigado. O convênio, no valor total de R$ 5 milhões, foi assinado para "Implantação de processos participativos para Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Turismo do Estado do Amapá", mas nunca existiu de fato. A ONG tem sede em uma sala num pequeno centro comercial de Macapá.
  
Esse contrato foi assinado por Frederico Silva da Costa, atual secretário executivo do ministério, preso pela PF sob acusação de envolvimento no esquema. Segundo o inquérito, o Tribunal de Contas da União (TCU) também investiga esse contrato.
  
Na quinta-feira, 11, o Estado revelou uma gravação feita pela PF com autorização da Justiça em que o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, preso na terça-feira, manifesta preocupação com um eventual cancelamento do contrato que, segundo ele, seria de "interesse" de Sarney.
  
Na conversa com sua chefe de gabinete, Colbert diz que o projeto é ligado à deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP). No diálogo, ocorrida na tarde de 28 de julho, Colbert afirma: "E tem que ver aquela obra lá do Amapá, aquela lá da Fátima Pelaes, daquela confusão do mundo todo que é interesse do Sarney. Tá certo? Que se cancelar aquilo, aquilo tá na bica de cancelamento, enfim, algumas que eu sei de cabeça, assim. Cancela aquela, pega Sarney pela proa, já vai ser mais confusão ainda, ok?".
  
Emendas. Fátima é autora das duas emendas para o Ibrasi, que, por indicação da deputada, assinou dois convênios com o Turismo. O primeiro, de R$ 4 milhões, deu origem ao inquérito que levou à Operação Voucher. O segundo, de R$ 5 milhões e apelidado de Amapá 2, foi incluído na investigação pelo Ministério Público Federal após se identificar que o projeto nunca existiu.
  
Ao analisar num relatório sigiloso o teor da conversa entre Colbert e a assessoria, a PF afirma: "Abadia, assessora de Colbert, fala sobre o cancelamento de convênios de 2007, 2008 e 2009 que ainda não iniciaram. Colbert afirma que precisa analisar os de 2009 para decidir quais serão realmente cancelados, citando alguns exemplos, entre eles o Amapá 2, dizendo que seria problemático cancelar, pois seria do interesse de Sarney". E continua: "Conclui-se, assim, que o período analisado ajudou a desvelar os motivos pelos quais os funcionários do Ministério do Turismo não acompanharam devidamente a execução do convênio sob investigação, deixando ocorrer várias irregularidades em sua execução."
  
Fonte: O Estado de S.Paulo

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Contrato suspeito do ministério do Turismo tem 'clone' no PR

O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou no Paraná um convênio com o mesmo valor, mesmo objetivo e assinado no mesmo dia do contrato que levou a Polícia Federal a investigar a cúpula do Ministério do Turismo. O caso sugere que as irregularidades encontradas pela polícia no Amapá não são um problema isolado, ao contrário do que se imaginava quando os primeiros resultados da investigação conduzida pela PF vieram à tona no início da semana. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O convênio do Paraná repassa R$ 4,4 milhões para a Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba treinar agentes de turismo. No Amapá, a organização não-governamental investigada pela PF, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), também conseguiu R$ 4,4 milhões, para fazer a mesma coisa. Os dois convênios foram assinados no mesmo dia, 21 de dezembro de 2009, pela mesma pessoa, o então secretário-executivo da ministério, Mário Moysés, preso pela PF na terça-feira. Ambos têm como objetivo treinar 1,9 mil pessoas para atender turistas, em cursos presenciais e à distância. E são igualmente investigados por suspeitas de fraude. Uma auditoria feita pelo TCU no convênio do Paraná detectou indícios de fraude e superfaturamento de preços nas concorrências feitas para contratar as empresas chamadas para executar os serviços previstos no convênio. O mesmo problema foi encontrado no Amapá.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Maria Carolina Linhares presidente da ADVB/SC fala sobre o Premio Top Turismo

Santa Catarina é um dos estados mais ricos e diversificados do país, além de possuir uma beleza fascinante. As incríveis paisagens naturais que incluem o nosso privilegiado litoral e a Serra, que neste ano ganhou um charme extra com a chegada da neve, são os grandes atrativos turísticos do estado. São eles que trazem para Santa Catarina, somente na alta temporada, cerca de 4 milhões de visitantes, segundo dados da Secretaria de Turismo do Estado.


Outro grande diferencial é a diversidade cultural, étnica e geográfica catarinenses. Características que podem ser facilmente notadas por meio do completo roteiro de festas que colocam à disposição dos visitantes tradições típicas alemãs, italianas, açorianas, austríacas e outras.

 Não é à toa que 99,5% dos turistas que já passaram pelo estado recomendam o destino, outros 93% manifestam o desejo de voltar e 86% afirmam que tiveram suas expectativas atendidas durante a viagem, de acordo com uma pesquisa aplicada pelo Núcleo de Turismo da Fundação Getúlio Vargas junto aos turistas de Santa Catarina.

 Ser um dos destinos turísticos mais procurados do país é mérito não só da beleza e da diversidade cultural catarinenses, mas também das importantes iniciativas turísticas públicas e privadas que revelam para o mundo um estado repleto de atrações contagiantes.

 E é por isso que a ADVB/SC realiza anualmente o Premio Top Turismo, para reconhecer, incentivar e prestigiar essas ações, que tenham contribuído para a imagem, incremento e consolidação deste importante setor da economia catarinense, o turismo.

 Em sua 4ª edição, a premiação que já teve como vencedores o Natal Luz Havan. Um show de Natal!, o Festival Gastronômico de Pomerode, a Oktoberfest e o Réveillon das Luzes, abre inscrições novamente no site da ADVB/SC (www.advbsc.com.br), até o dia 19 de agosto. Empresas,
empreendimentos e associações públicas ou privadas estão convidados a inscrever seus cases e concorrer a esta grande premiação.

 O prêmio Top Turismo é realizado em parceria com o Governo do Estado de Santa Catarina, que entrega na mesma ocasião, o Troféu Beto Carrero de Excelência no Turismo para uma personalidade, um município e um empreendimento turístico catarinense. Uma homenagem ao empresário João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero.

Fonte: http://www.atribunanet.com

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Convênio Pós Fundação Getúlio Vargas

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Secretário-executivo do Turismo está entre os 38 presos em operação da PF

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, que tem o cargo mais importante da pasta depois do ministro, está entre 38 presos na Operação Voucher da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (9).

Conforme a PF, a ação visa "combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao orçamento da União".

O G1 procurou a assessoria de imprensa do ministério, que disse que ainda não tem informações sobre a operação. Dirigentes do ministério estão reunidos com a consultoria jurídica da pasta para decidir quais procedimentos serão adotados.
  
Conforme a PF, a operação contou com 200 agentes que cumpriram 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 7 de busca e apreensão e outros 19 de prisão temporária (de cinco dias prorrogáveis por mais cinco dias), em Brasília, São Paulo e Macapá (AP).

Além do secretário-executivo, foi preso o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, um ex-presidente da Embratur, além de empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). O G1 tenta contato com dirigentes do Ibrasi.
  
Só em Brasília foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 2 de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Todos os presos temporários serão transferidos para Macapá, segundo a Polícia Federal.
  
Conforme a assessoria do ministério, o ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), está em São Paulo e chega a Brasília no começo da tarde desta terça.
  
A Operação Voucher foi realizada pela superintendência regional da PF no Amapá, com o apoio das superintendências regionais em São Paulo e no Distrito Federal.

Investigação

Em nota, a PF afirma que foram detectados indícios de desvio de dinheiro público em um convênio que previa a qualificação de profissionais de turismo no Amapá.
  
O convênio foi assinado entre o ministério e o Ibrasi em 2009, e de acordo com a PF, não teria tido chamamento público para que outras entidades se candidatassem a oferecer o serviço.
  
Ainda de acordo com a PF, o instituto - que é uma organização sem fins lucrativos - não tinha condições técnicas de prestar os serviços de qualificação.
  
De acordo com a PF, houve ainda direcionamento de contratações a empresas que fariam parte do suposto esquema de desvio. Além disso, foi verificada ausência de preços de referência, não-execução ou execução parcial de serviços, pagamentos antecipados, fraudes nos comprovantes de despesas e falhas na fiscalização do convênio.

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PF cumpre mandados de prisão no Ministério do Turismo.

Segundo informações 'preliminares', foram expedidos 20 mandados. PF diz que alvo são servidores, mas não há dados sobre motivo da ação.

A Polícia Federal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que cumpre mandados de prisão no Ministério do Turismo na manhã desta terça-feira(9).

Conforme "informações preliminares", disse a assessoria, foram expedidos 10 mandados de prisão temporária (de cinco dias prorrogáveis por maiscinco dias) e 10 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado). Não há informações sobre quantas pessoas já foram presas.

O G1 procurou a assessoria de imprensa do ministério, que disse que ainda não tem informações sobre a operação. O G1 aguarda resposta.

A PF também não informou qual a razão da ação na pasta, apenas que entre os alvos dos mandados estão servidores. Os mandados estão sendo cumpridos pela superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

De acordo com a PF, uma nota deve ser divulgada ainda na manhã desta terçacom mais detalhes sobre a operação.

Fonte: http://g1.globo.com/

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domingo, 7 de agosto de 2011

OMT lança concurso em comemoração ao Dia Mundial do Turismo.

Dia 27  de setembro é o Dia Mundial do Turismo e nada mais justo do que comemorar a data viajando em grande estilo.  Que tal sete dias no Egito com tudo pago? Para concorrer a esse prêmio faraônico, basta participar do Concurso Anual de Fotografia realizado pela Organização Mundial do Turismo (OMT).A iniciativa, que tem apoio do Instituto Marca Brasil na divulgação, traz esse ano também uma novidade para você que navega na web: a 1ªedição do Concurso Dia Mundial do Turismo no Twitter. Os vencedores vão ter seus 140 caracteres de fama, alcançando divulgação internacional no site oficial do Dia Mundial do Turismo.


A iniciativa é aberta para participantes de todo o mundo. A entidade justifica que o evento é uma forma de como o turismo pode juntar as culturas do mundo através do diálogo, engajamento e compreensão.

"Estamos à procura de fotos que captam como o turismo reúne pessoas de diferentes culturas e modos de vida em todo o mundo.Gostaríamos de ver fotos que refletem o papel do turismo no fortalecimento de vínculos, promoção da paz e conservação e valorização da diversidade cultural", diz a OMT.

O prazo para participação é 31 de agosto de 2011. Os vencedores serão anunciados e notificados no início de Setembro 2011

Para mais informações entre em Contato:
Tel: (+34) 91 567 81 60 ( Marcelo Risi)
Programa de Comunicação da OMT
Tel: +34 91-567-8100
Fax: +34 91-567-8218

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Turismo reivindica benefícios do programa Brasil Melhor

O setor hoteleiro está reivindicando o mesmo tratamento dispensado às indústrias têxtil, de móveis e de tecnologia da informação no pacote em defesa da indústria nacional anunciado na terça-feira (2). O argumento é que os hotéis, ao recepcionar turistas estrangeiros, garantem divisas ao Brasil, tanto quanto aqueles setores.

Em reunião de trabalho com o presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), senador Benedito de Lira (PP-AL), nesta quinta-feira (4), representantes argumentaram que o setor tem atividades intensivas em mão de obra e geradoras de divisas que também estão sendo muito prejudicadas pela valorização cambial. 

Setor de turismo quer concessão de visto de estrangeiro pela internet
Documento entregue ao senador inclui pedido para a desoneração da folha das empresas de hospedagem e alimentação das contribuições sociais e ainda a redução das alíquotas de ICMS sobre o consumo de energia, água e gás.  

- O turismo receptivo [quando o Brasil recebe estrangeiros] deve ser encarado como atividade exportadora. Nada mais lógico, portanto, do que se aplicar ao setor a mesma leitura que orientou o Plano Brasil Maior – argumentou o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, depois do encontro. 

O objetivo da reunião foi levantar as demandas dos segmentos que formam o serviço turístico, inclusive em questões relacionadas à preparação para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Benedito de Lira sugeriu que os pleitos sejam consolidados em documento, a partir do qual a CDR irá traçar ações de apoio. O relatório conjunto deverá ser entregue à CDR ainda na próxima semana. 

- Esse encontro deve ter resultados. Meu desejo é que a comissão possa contribuir para destravar o que está emperrado, especialmente no que se relacione ao processo legislativo – disse o senador. 

Alexandre Sampaio, que também integra a Câmara de Turismo da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), informou que as demandas em relação ao programa Brasil Maior haviam sido levadas no dia anterior ao ministro do Turismo, Pedro Novais. 

Gorette Brandão / Agência Senado

Fonte: http://correiodobrasil.com.br

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Luiz Trigo: O que leva à "perda total"

Uma sequência de erros humanos mais ou menos primários, falhas de engenharia que passaram despercebidas por muito tempo, sistemas de controle ineficientes operados por profissionais mal preparados. Essa é a conjunção de fatores que provocou centenas de mortes e milhões de dólares em prejuízos nos últimos acidentes aéreos brasileiros. Todos os grandes desastres humanos (acidentes, falências, crises políticas ou econômicas) são resultado de um processo nefasto de erros, irresponsabilidades, omissões e, algumas vezes, o azar. Mas o azar - ou a fatalidade - é um fator absolutamente minoritário nesses fatos. O que potencializa e possibilita as grandes ou pequenas tragédias é o despreparo ou o relaxo perante medidas de planejamento que poderiam evitar ou atenuar os efeitos das catástrofes. Por exemplo, todos os anos no verão brasileiro chuvas torrenciais provocam desabamento de morros e encostas, mas as autoridades e a sociedade civil muitas vezes continuam a se omitir e a manter edificações em lugares de risco. Não é preciso ser profeta para adiantar que em janeiro de 2012 novos deslizamentos matarão pessoas e deixarão feridos e desabrigados em algum lugar do Brasil. Os ingredientes do desastre estão prontos, pendurados nos morros, simplesmente à espera das condições climáticas que detonem o cataclisma. Nesses casos não é acidente e nem fatalidade, é omissão e ignorância.


O carioca Ivan Sant'Anna especializou-se em analisar os desastres aéreos, coletando dados e informações em relatórios oficiais, na mídia, em entrevistas, livros, relatos e ensaios. Com todo esse material ele descreve o drama dos acidentes aéreos com toques literários de suspense, mesclando aspectos técnicos e humanos, dissecando procedimentos e relacionamentos, formando um thriller que todos sabemos acabar mal, muito mal.

Seu primeiro livro foi Caixa Preta, lançado em 2000, onde ele conta os acidentes da Varig em Orly, França (1973), o voo sequestrado da Vasp (1988) e a queda do avião da Varig, voo 254, na floresta amazônica por imperícia total do piloto (1989). A descrição que ele faz do medo (pág. 251) é um dos trechos literários existencialistas mais contundentes: "O medo parece uma besta à espreita, um gatilho clicando, uma luz se apagando, um rastilho correndo, um ferrão se fechando, um açoite estalando, uma mina desmoronando, calcanhares de botas batendo. O medo é um avião perdido na noite, os tanques vazios, as turbinas paradas, caindo".

Seu segundo livro foi Plano de Ataque (2006), onde ele relata as trajetórias e o plano articulado dos quatro aviões sequestrados por terroristas islâmicos em 11 de setembro de 2001. Seu último livro chama-se Perda Total (Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2011) e analisa os acidentes do Fokker 100 da Tam em Congonhas (1996), a colisão entre o Boeing 737 da GOL e o Legacy (2006) nos céus da Amazônia e a explosão do Airbus 320 da TAM, também em Congonhas (2007), esse dois últimos acidentes no cerne da crise aérea brasileira que ainda não foi totalmente sanada. O livro não analisa apenas os três acidentes, mas faz um relato histórico de acidentes semelhantes, no Brasil e no mundo.

O setor aéreo brasileiro possui uma longa história, alguns mitos e pouca memória, portanto esses trabalhos de pesquisa são fundamentais para criar consciência de nossas qualidade e mazelas. Perda Total mostra também uma radiografia dos fatores de crise que assolam - e assombram - o país. No período de redemocratização do Brasil, após a ditadura militar (1964-1985), falou-se muito no entulho autoritário, nos resquícios políticos e burocráticos que o regime nos legou, mas poucos tiveram coragem de falar que parte desse entulho ruim estava justamente no setor aeronáutico militar que durante anos (até 2011) controlou - e mal -a aviação civil brasileira. Parte desse entulho militar beneficiou a antiga Varig em detrimento da Panair do Brasil, que era uma empresa eficiente e bem estruturada e foi criminosamente obrigada à falência pelos militares, em 1965. Foi uma atitude de estado autoritário que beneficiou diretamente a Varig e depois todos sabem o que aconteceu, a empresa caiu vítima de seus próprios desmandos e enganos administrativos. Está história está contada no livro Pouso Forçado (Rio de Janeiro: Ed. Record, 2005), de Daniel Leb Sasaki. O autor graduou-se em jornalismo na PUC-Campinas e seu livro recebeu o segundo lugar no Prêmio Expocom
de Jornalismo.

Esses livros são fundamentais para se entender um pouco da história que levou ao caos aéreo no Brasil. A situação foi criada e amplificada por erros e omissões, atitudes dúbias e anti-republicanas, arbítrios e outras mazelas, desde 1964, quando os militares tomaram o poder no Brasil. Felizmente o atual governo tem feito esforços para colocar a aviação comercial brasileira no seu devido lugar que é nas mãos dos civis e privatizando os principais aeroportos. Ainda há muito a ser feito e uma ação de cidadania e educação fundamental para mudar essas situações é conhecer a história recente da aviação brasileira, obra que esses autores estão justamente elaborando. Quem não conhece sua história está condenado à ignorância, à falta de consciência crítica e a repetir os erros cometidos e as omissões perpetradas. Vamos, portanto, à leitura e à crítica.

*Luiz Gonzaga Gogoi Trigo é turismólogo, escritor, pesquisador e professor Titular da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.


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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Artigo analisando a situação atual do turismo no País escrito por Julio Serson.

O presidente do Grupo Serson e vice-presidente de Relações Institucionais do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), Julio Serson (foto).


Turismo sucateado


O turismo mundial cresce, a cada ano, na esteira da competitividade do setor, da ampliação dos nichos turísticos de cada país e, sobretudo, da melhoria dos sistemas de emissão e recepção de turistas. Se essa tem sido a tendência internacional, o Brasil mostra que sua locomotiva turística ainda é a velha maria-fumaça, movida a lenha.


Basta ver os números. O País representa cerca de 4% a 5% do PIB global, mas fica com apenas 0,7% das receitas geradas pelo setor turístico em todo o mundo. O movimento de turistas estrangeiros no Brasil permanece praticamente estagnado há uma década, diante de um crescimento mundial acumulado na faixa de 40%. Recebemos cerca de 5 milhões de turistas estrangeiros ao ano, pouco mais de 0,5% do total do planeta. Se compararmos com os líderes, a diferença é absurda: França, 76 milhões; EUA, 59,7 milhões; China, 55,7 milhões; Espanha, 52,7 milhões; e Itália, 43,6 milhões de visitantes.


Esse desempenho preocupa bastante, porque está muito abaixo do que se pode esperar de um país com tantas condições favoráveis: natureza exuberante, cultura rica, diversidade étnica, culinária espetacular, povo acolhedor. Deveríamos apresentar resultados mais expressivos, empregar mais e investir mais. Em 2010, esse mercado movimentou quase US$ 1 trilhão no mundo. O Brasil recolheu míseros US$ 6 bilhões. Pior ainda: os brasileiros que viajaram para o exterior gastaram US$ 16 bilhões. Registramos um déficit de US$ 10 bilhões, que significa algo como 16 mil empregos que perdemos aqui e "exportamos" para outros países.


Segundo o Fórum Econômico Mundial, este ano o Brasil caiu da 45.ª para a 52.ª posição no ranking de competitividade em turismo (e ocupa só o 7.º lugar nas Américas). É interessante notar que nosso país lidera a pontuação no que se refere a recursos naturais, é o 23.º em recursos culturais e o 29.º em sustentabilidade ambiental. Nosso atraso mostra que ainda nos encontramos na fase da infância neste setor da economia.


O câmbio supervalorizado estimula as viagens de brasileiros para o exterior, mais baratas, e atrapalha a vinda de estrangeiros. O real é, hoje, uma das moedas mais valorizadas do planeta, por causa das estratosféricas taxas de juros, que atraem o capital externo em busca de lucros fáceis. Se tivéssemos abundância de capitais aos juros que americanos e europeus têm, daríamos de 10 a 0 nas empresas deles.


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se enreda numa burocracia exagerada que termina por tornar praticamente inviável qualquer tentativa de obtenção de crédito. Basta lembrar que hoje há 1.280 hotéis em construção no Brasil, sem a participação de recursos públicos. Outra questão dramática é a carga tributária. Hotelaria e turismo detêm a incrível marca de mais de 40 itens de tributos.


Falta-nos uma infraestrutura moderna. Não têm sido feitos os investimentos necessários em estradas, ferrovias, portos, aeroportos, energia, transporte urbano e saneamento. Aliás, não fossem os gargalos nos transportes, especialmente aeroportos, o País poderia dobrar o número de turistas estrangeiros.


Enfrentamos a carência de mão de obra qualificada. É preciso formar trabalhadores para o setor turístico e hoteleiro, capazes de receber melhor, atender melhor, conhecer outras línguas e proporcionar ao turista estrangeiro a satisfação que ele espera quando escolhe seu destino.


Nas últimas duas décadas o Brasil deu importantes passos, a partir da estabilização econômica, da liberalização do mercado e da desestatização de áreas que encontraram melhor desempenho sob gestão privada (como telecomunicações, rodovias e, agora, aeroportos, que começam a entrar no regime de concessão). Mas ainda há muito por realizar. A sociedade civil, por sua vez, tem de se organizar e valorizar o setor turístico como fonte de riqueza e desenvolvimento.

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